quarta-feira, 7 de novembro de 2012

O retorno de peter pan(parte 2)


O retorno de Peter pan(parte 2)


                                                               PARTE DOIS

  Na manha seguinte as meninas tinham de voltar a biblioteca para terminar o trabalho, e enquanto mais Anita participava, mais ela sentia que estava longe de tudo aquilo. Se sentia com uma alma velha e solitária diante de tantas mentes jovens e aventureiras. Tudo para as suas amigas era festa, enquanto ela vivia em seu mundo sem graça e complexo.
  Amy avia acabado de contar uma piada e as três estavam rindo disso, mas Anita frustrada e fora de lugar disfarçou e se distanciou dali, andando pelas filas de livros em diversas prateleiras, e para se distrair lia os nomes das capas dos livros, ate que ela se deparou com um que chamou sua atenção, o titulo era Cinderela. O conto em que sua mãe lia para ela quando criança para de dormi. Riu com a velha lembrança e pegou o pequeno livro com capa de coro, velho porem muito bonito o exemplar. Sem percebe avia aberto na primeira pagina e começou a ler, sentando no chão de mármore e se perdendo nas palavras . E sem percebe se perdera no feitiço da historia. Foi só quando Ellie a chamou dizendo que iam embora que Anita percebeu o quanto de tempo avia passado ali. Pegou o livro e levou ate a balcão para fazer a fixa e levar o livro, ela não sabia onde estava o seu que sua mãe lia para ela, mas ela queria lembrar de sua infância, e aquele livro a dava um pedaço dela.
  Caminhando para casa entre as ruas de Londres, Anita admirava a paisagem, o céu estava escuro, com nuvens cinzas a fazendo ver um mundo sombrio como ela mesma se sentia por dentro. Espirou o vento frio com um toque de madeira molhada, e só por um momento Anita se pegou imaginando como devia ser a alguns séculos atrás ali.
 
  Era noite e todos em sua casa aviam acabado de se recolher, menos Anita, sua insônia era inquietante. Sem muito o que saber fazer pegou seu livro e foi ate o seu divã que ficava embaixo da janela do quarto e se  sentou ali, abrindo o livro da Cinderela e lendo de onde parou com a luz da lua. Ela comia as paginas com todo vigor e realmente foi absorta pela história, mas quando ela estava quase na metade um papel caio em cima dela, estava em uma das paginas de um livro. Era uma carta, Anita meio sem entender virou o envelope dos dois lados vendo se era endereçado a alguém, mas nada, nenhum nome. Curiosa deixou o livro de lado e a abriu, a primeira linha da carta era...

            “Querida Wendy....”

  Que estranho.- Anita pensou. –Quem poderia ter deixado uma carta num livro infantil e numa biblioteca publica?- Mas sem muito o que especular voltou a ler a carta...

Não sei como lhe dizer isso, mas sinto a incomodar. Sei que tem sua família agora e... Bem, seus filhos. Mas não me interprete mal, já deve saber que é difícil para mim te ver tão...Moça e Crescida, mas mesmo assim você ainda esta nas minhas lembranças, e ainda é a única que é dona de meu coração. Perdoe-me se digo tão coisa, seu esposo não deve gostar de outro homem... Quer dizer, garoto a importunar. Quero que saiba que ainda recordo das nossas aventuras encantadas, das brincadeiras, das lutas, dos vilões e do primeiro beijo.... Há! Eu nunca vou me esquecer desse ultimo, se eu tocar em meus lábios ainda sinto o nosso beijo escondido... Essa é uma boa lembrança, e quando penso em você tão feliz e madura sinto raiva. Me desculpe, mas não posso evitar. Mas essa carta não é para dizer das minhas frustrações e sim para lhe pedir um favor. Venha ate a terra do nunca, preciso de sua ajuda, eu não sei como isso aconteceu mas fui capitulado e só você conhece os segredos dessa terra alem de mim. Quando abri essa carta a sininho ira ate você, pois nela tem o cheiro da minha essência, deixe-a te trazer a mim. Só você pode me ajudar... Assinado: Peter Pan ”

   Anita acho engraçado tal autenticidade e realmente parecia algo escrito pelo menino que não queria crescer. Mas já com sono se deitou na cama e acabou adormecendo...

terça-feira, 6 de novembro de 2012

O Retorno de Peter Pan

*(Parte 1) Essa é uma história criada por mim sobre o menino que não queria crescer. Uma continuação do verdadeiro clássico infantil. Mas como amo essa historia de paixão irei criar alguns capítulos e essa é a parte 1, uma nova história sobre Peter...

                                                                        PARTE UM
  Era uma dia lindo na Terra do Nunca e o menino que decidiu não crescer estava a se divertir com suas incontáveis aventuras. Sininho, sua companheira e fada que sempre o acompanhava estava com eles e os meninos perdidos a brincar na floresta encantada. Corriam, pulavam e brincavam sem mãe, pai, ou qualquer responsável para fazerem parar de se divertirem por alguma obrigação. 

  -Mamãe, pare de encher a cabeça das crianças com essas histórias antigas. Uma completa e total mentira- disse Anita, a filha mais velha dos Bennett. Interrompendo sua mãe, que lia um livro para os gêmeos Oliver e Lucius dormi. 

  -Anita, seus irmãos amam a história de Peter Pan, alem de ser um clássico inglês.  
  A senhora Emma Bennett era a mãe mais simples, bondosa e meiga que já existiu. Mesmo com a toda desrespeito de sua filha mais velha ela não deixava se abalar. 

  Eles eram uma família tipica da Inglaterra, vivendo em uma casa de dois andares bem antigas, em uma das ruas de Londres. Mas a casa era muito bem conservada herdada de pai para filho, do avô de seu marido, James Bennett. 
  Os dois, a Sra. Emma e Sr. James eram um casal apaixonado e feliz com seus três filhos. Mas o Sr. James já estava ficando cansado das malcriações de Anita, e de toda sua revolta. Se levantou de onde estava, sentado do lado de sua mulher e disse: 

  -Sim, Anita. Pare de implicar com tudo. Não estrague a imaginação das crianças só porque você esta infeliz. Cresça menina, pare de olhar para vida como se ela fosse preta e branca.

  Anita com raiva saio do quarto de seus irmãos e se trancou no seu como sempre. Se jogou em cima da cama e abraçou seu ursinho de pelúcia desde que tinha três anos.

  -Sera que eu sou tão má assim? Sera que gosto de ver as pessoas infelizes? Eu sou uma pessoa infeliz?- se perguntava ela, sussurrando para ela mesmo. Chorando deitada em sua cama. 
  Olhou para a janela e viu a neve caindo. Tudo ali era triste, nada para ela tinha cor como quando ela era criança. Crescer talvez não seja tão bom assim.- pensava Anita. Se levantou
e foi ate a janela ver a rua vazia e branca da neve. E olhando para o céu imaginou só por um momento:
  -E se fosse verdade? E se Peter Pan realmente existisse?- ela se perguntou. E então respondeu de volta. -Então já era tarde demais para mim, eu cresci e não sou mais criança.
  Riu com tal ironia, para ela tudo estava perdido. E além do mais, tal coisa não existe.

  Se deitou e acabou adormecendo.   

  -Anita?Anita?! Acorde...- dizia bem longe na mente de Anita, e um terremoto a balançava. Mas foi só quando ela abriu os olhos que viu que era seu irmão mais novo a balançando e pedindo-a para que acordasse.

  -O que foi Oliver?- perguntou ainda com voz de sono.

  -Mamãe falou para te acordar, já é hora de você ir para faculdade, esta atrasada.

  Anita levantou de um pulo, desesperada. Hoje ela tinha de fazer um trabalho para entregar semana que vem, e ela tinha combinado com suas amigas de se encontrarem na porta da escola para irem na biblioteca pesquisar. 
  Com presa ela fora em seu guarda-roupa e escolhera o que primeiro viu a sua frente, se agasalhando bastante por causa do tempo. 
  Conseguira, estava na hora marcada na frente da escola e Amy, Ellie e Kattie já estavam lá a te esperar. Ellie, sua melhor das melhores amigas estava pulando igual a uma palhacinha quando a viu. Riu com a felicidade da amiga, Ellie sempre fazia Anita se sentir bem, mesmo se seus dias não estivessem bons.
  
  -Oi meninas?
  -Olá!- as três disseram juntas.
  -Vamos sair daqui, esta muito frio aqui fora. Vamos entrar logo.- disse Amy passando as mãos no braço de frio.
  -Sim, vamos.

  A biblioteca da escola era gigantesca e linda com todos a decoração antiga e clássica- pensava Anita olhando para os teto, as paredes e prateleiras.
  -Eu a amo.- disse Anita sem perceber que falara alto.
  -O que?- perguntou Ellei que estava ao seu lado, não intendendo nada.
  -A biblioteca, ela é linda. Não acha? Eu me sinto tão confortável  e bem aqui.
  -Sim. Vamos logo.

  Sentaram num lugar bem reservado, numa das milhares de mesas de lá. Pegaram alguns livros e ficaram a procurar sobre o tema delas, enquanto Ellie contava sobre seu novo namorado. E Anita começou a devanear, pensando que Ellie estava muito feliz e por mais feio que isso pareça a felicidade dela a entristecia, pois se sentia excluída do mundo, como se tudo  conspirasse para a fazer infeliz. Não sabia porque, mas esses dias se sentia tão só e tão anormal como nunca.

quinta-feira, 25 de outubro de 2012

Eterna alvorada

Ahh...Bela noite,
Olho para a janela e vejo a imensidão negra e ela combina com meu interior
Por que triste ironia, você sorri para mim?
Acha mesmo que eu não sou refém do meu medo?
Ohh...Acho que esta enganada...
Pois cada nova alvorada o crepúsculo chega mais cedo e o perco mais um dia

Ahh...Bela noite, 
Olho para o espelho e vejo um alguém que desconheço e ela combina com meu interior
Por que triste anseio você me deixa assim?
Acha mesmo que tal agonia é passageira?
Ohh...Acho que esta enganado...
Pois cada nova alvorada o crepúsculo chega mais cedo e o perco mais um dia

Ahh...Bela noite, ahh...Bela noite...
Sua solidão e escuridão me fazem confundir-me nas suas cores
Perdendo-me na perdição do meu profundo abismo
E acordada durmo numa esperança quase perdida
Sim, bela noite a deixarei por essa noite, mas quando o sol cair entre o mar e afogando o horizonte na negridão de suas cores a verei novamente e sim, deitando novamente em seu véu...
 Ate o tempo do sol me iluminar...
E o crepúsculo não chegar, para que em minha vida seja uma eterna alvorada
(Escrito por: Juliana Gomes)


quarta-feira, 24 de outubro de 2012

Rosa Negra(conto)
  -Mamãe, mamãe olhe para essa flor!- mostrou o menino a mãe. Ajoelhado no seu belo jardim perto de uma linda rosa vermelha.
   Gabriela a mulher em um lindo vestido verde que estava em pé do lado de seu filho o olhou com ternura ao ver sua grande admiração pelas rosas.
   Os Lemos viviam numa casa grade e vitoriana do seculo XVIII, herança do pai de Pedro seu marido, que avia morrido fazia doze anos, a idade de seu filho.
  -Pedro, querido. Você vai acabar se sujando de terra e dona Georgina ira brigar com você quando as manchas não saírem. Sem muita confiança o menino continuou brincando no jardim.

  Anos mais tarde...
  -Querido, venha! Precisamos receber os convidados. Desça Pedro!- gritou Gabriela, ordenando a seu filho.
  -Não me importo com essa festa!
  -Mas devia, menino malcriado! Eu trabalhei muito com os preparativos e você não fara tal desfeita comigo!
  Pedro desceu como um furacão raivoso. O menino completaria esta noite vinte e cinco anos, já era um homem. Estava a usar um terno negro como também sua gravata e blusa da mesma cor. Parecia refletir em seu comportamento a vestimenta. Ele se tornara uma pessoa rude e desconfiada depois de anos convivendo com omissões de sua mãe. Ele não admitira viver a herança de seu pai, como viver na casa, se relacionar com os mesmos amigos, manter os negócios de advocacia, dirigir o mesmo carro e outras coisas mais. Ele queria viver a vida dele, como todo ser humano normal.
  Já era meia- noite e o pessoal ia parti o bolo, todos deram os parabéns e cantaram para ele. Sua mãe o pediu que tocasse violino para que eles ouvissem, na verdade o violino e as suas escritas era sua paixão, nada alem disso. Tocou como pediu sua mãe, mas escolheu uma de suas canções mais fúnebres e sombrias. Todos amaram e a noite foi se desvaindo como tudo sempre, ate chegar a uma lembrança, como tudo na vida. Antes de se deitar alguém bateu na porta.
  -Entre!- sua mãe entrou pela porta segurando uma caixa de papelão parecendo ser velha.
  -O que é?- perguntou Pedro.
  -Seu presente.
  -Mas você já me deu meu presente, Gabriela. Adorei o relógio de bolso de ouro, por falar nisso. Obrigada.
  -Sim, mas esse não é meu. É de seu pai. Ele falou que quando você completasse vinte cinco anos estava na hora. -Pedro pegou a caixa que sua mãe estendia para ele e com isso a mulher saio de seu quarto.
  Dentro da caixa tia duas coisas, um rolo de papel e um pequeno livro em capa de coro. Abriu o rolo, e para sua surpresa eram notas de musica, fazendo uma canção. Estranhou tal presente. Sem entender foi ver o livro que na verdade era escrito a mão, numa caligrafia muito bonita.Começou a ler a primeira pagina...
  "Em uma manha de inverno onde o céu era cinza da cor de meu palito. Eu a vi. Era linda como uma das rosas de meu jardim. Ela caminhava pelo jardim como um cisne dançando nas águas, com seu belo vestido preto. Naquele dia eu avia acordado cedo demais, a alvorada ainda inundava o horizonte. Avia achado em um livro antigo notas de uma bela canção que comecei a tocar, ela se chamava rosa negra. Em meu piano toquei ela, uma canção triste e arrebatadora. Mas não sabia o que ouve, pois um cheiro inebriante inundou o ar e olhei para a janela, onde ela dançava com o brilho de uma estrela." Pedro parou de ler e curioso desceu as escadas para pegar seu violino, levando com sigo o rolo com as notas da canção, curioso. Do grande salão ele começou a tocar as notas da folha e delas saiam um mar de desolação. Ao mesmo tempo ele ficou encantado e angustiado. Como magica o vento começou a sopra forte lá fora e continuando tocando, olhou pela janela e se formando das rosas uma bailarina a dançar em seu jardim, deslumbrado ele ainda tocava ate que viu o rosto da mulher. Era linda. Aquilo poderia ser um sonho?-pensou ele.
  -Ela é linda, não é?- disse uma voz a suas costas. Era sua mãe.
  -Sim. Quem ela é?
  -É um dos espíritos da noite, se chama solidão.- disse Gabriela.
  -Por que esta no nosso jardim?
  -É uma de suas heranças. Seu avô a criou depois que sua avô morreu.
  -Mas por que ela não vai embora?- perguntou Pedro.
  -Porque nenhum dos Lemos conseguiu se desfazer de tal sentimento.
  -Não quero que ela vá! Ela é a coisa mais linda que já vi- disse ele.
  -Te dei o presente de seu pai porque ele mandou te dar quando fizesse vinte e cinco anos, foi a idade que morreu. Se eu não te desse ia acontecer o mesmo com você. E se você não a mandar embora também ira.
  -Mas se eu não soubesse da musica para chama-la, como ela viria?
  -Você iria construir outra em você. Liberte-nos disso. Seu pai não conseguiu, mas aposto em você filho.
  -E como faço isso?
  -Queime o jardim!
  -O que?Não farei isso.
  Lá fora a noite ia embora e os raios de sol faziam-se presente. O jardim começava a se pintar de vermelho, das cores de suas rosas. Pedro amava o jardim mais do que tudo ali. Não ia fazer tal barbaridade.
  -Se não fizer antes de completar vinte seis anos ira morrer.- Gabriela sumiu pela casa e Pedro continuava a fitar o jardim. Abriu o livro mais uma vez e dele caio uma rosa escurecida pelo tempo, uma rosa negra. A olhou e a pós no livro novamente.
  Era o meio do dia e tinha uma visita essa tarde. Era uma das pretendentes que sua mãe avia lhe feito o favor de obriga-lo a ver. Essa se chamava Felícia, segundo sua mãe era de uma família de grande posse, educada e bonita. Mas para ele nenhuma se comparava com sua rosa do jardim, solidão. No meio do dia um dos carros parou em sua porta, entediado nem mesmo olhou pela janela. Gabriela abriu a porta para as convidadas, uma mulher mais velha que devia ser a mãe da moça e uma mais nova, que devia ser a moça. Ela tinha cabelos pretos, uma pele pálida e olhos da cor do wisky, a menina não era feia.
  Gabriela e Anna, a mãe da menina Felícia, conversaram bastante. Mas a pobre coitada ficara muda como o próprio Pedro, ele só estará a pensar em Solidão. Foram embora e nenhuma troca de olhares foram feitas dos pretendentes.
  Na noite seguinte Pedro fora novamente tocar a velha musica para Solidão e ela apareceu para ele naquele dança feiticeira. Na outra noite e na noite seguinte e seguinte ele tocava para ela, e cada dia mais Gabriela ficara com medo da solidão de seu filho. Com isso saíra para visitar sua nova amiga Anna e contou tal problema. Disse que sabia que seu filho iria se entregar como seu marido e seu sogro, Felícia que escutara atrás da porta teve uma ideia. Ela como Pedro não queria se casar  também, mas não deixaria ele morrer. Então teve uma ideia. Pedi-o a Gabriela que pudesse dormir na sua casa aquela noite, e com a confirmação da mulher ela botou seu plano em pratica.
  Gabriela disse que Pedro tocava toda noite as duas horas da manha e olhando para a janela. Felícia então pegou uma de suas composições e de fininho entrou no quarto de Pedro e enquanto ele estava dormindo ela  trocou uma pela outra, guardando a canção de Solidão com sigo. Colocou o despertador as uma e meia para despertar a se deitou. Quando o despertador tocou ela se levantou e colocou um vestido negro e soltou seus cabelos, indo de esconder na calada da noite, lá fora.
  Pedro acordou como sempre as duas e como de costume foi para frente da janela tocar sua musica. A musica estava diferente, ele percebeu. Mas logo quando ele ia parar de tocar ela apareceu dançando. Era linda e o enfeitiçado como sempre.
  Na manha seguinte Felícia contara seu plano para Gabriela que por sinal adorou e a pedia que ficasse mais essa noite. A menina o fez e começou a fazer todas as noites como o esperado.
  Pedro dormia quando escutou paços do lado de fora no corredor, olhou para o relógio e não era nem duas horas, como ele sempre acordava. Curioso se levantou e olhou pelo corredor escuro, ninguém. Ate que viu um vulto entrar por uma das portas da biblioteca superior. O seguiu e lá viu a menina Felícia, ela abria um baú pesado e dele tirou um pano negro. Com cuidado a menina o estendeu num sofá que tinha ali perto e fechou o baú novamente. Estranho-pensava Pedro. Mas não foi só ate ela começar a tirar a roupa que ele se assustou. Mas de uma certa forma não conseguia sair dali, estava enfeitiçado por ela. Sua pele alva e macia o chamava, querendo deslizar suas mãos por tal corpo. Queria cheirar tal perfume de seu corpo e entrelaçar os dedos em seus cabelos. Como esse tempo todo não tinha reparado em tal vida, ele agora também se sentia vivo. Ela era tão radiante como qualquer manha, tão bela como a mais linda das rosas. Ele a queria, ele a precisava. Só se deu conta de quanto tempo a ficou olhando quando ela acabou de se vesti e caminhou ate a porta, onde ele estava. Correu para o corredor escuro e se escondeu nas sombras. Ela descia as escadas, com passos lentos e leves ele seguiu ela. Ela caminhava em direção a porta para a rua, ele a viu sair de dentro da casa e ficar escondida perto do jardim de rosas. Pedro só fora entender quando viu o grande relógio dar duas horas da manha. Agora entendia a musica diferente, a falta do brilho da bailarina, mas estranhamente não ficou bravo. Ainda tinha o mesmo encanto para ele, só que melhor porque agora sabia que tal mulher existia, e ia ser dele. Começou a tocar a nova musica e ela apareceu entre as rosas e começou a dançar. Felícia dançava com tal entrega e perfeição que Pedro não podia deixar de não chegar mais perto. Continuou tocando e saio lá fora, ela ainda dançava, mas ele podia ver que seu rosto se contraia de preocupação, ele ficou com vontade de rir, mas se conteve. A cada passo chegava mais perto ate que chegou a sua frente. Ele ainda dançou para ele mais. Só parando quando ele largou o instrumento e a puxou pelo pulso para a caverna de seus braços e a beijou. Fogo corria por aquele jardim envolta deles, mas não um fogo concreto como dona Gabriela queria, mas um fogo interior, de entrega e perdição. Se amaram como dois amantes aquela noite e Pedro fez de Felícia sua escolhida entre todas as rosas.
  Um dia enquanto caminhava pelo jardim com sua filhinha Alice em seus braços, Pedro percebeu uma coisa, ele nunca mais tinha olhado o livro e nem as notas da musica de solidão, mas não importava, tal sentimento era uma pequena lembrança a ele.
  Mas Gabriela sim, avia olhado e no livro como nas notas, tudo avia sumido. Deixando apenas paginas embrancas para outro escrever.
  -Pedro, tire Alice dai! Ela vai se sujar toda nessa terra do jardim de rosas.- disse Felícia a Pedro que olhava a filha divertido.
  -Não amor, deixe-a brincar. Que tal nos fazermos o mesmo.- disse ele agarrando Felícia pelas costas, num abraço arrebatador a virando e a beijando.
  -No jardim?
  -Não, meu bem. Pensei numa brincadeira mais divertida. Venha, vou te mostrar como ela é, lá no nosso quarto.- ela riu e deu a mão ele. Deixando Alice com Gabriela a olhar.
 (Feito por: Juliana Gomes)


quinta-feira, 7 de junho de 2012

Psiquê e Eros

Não acreditei quando vi essa história...
É linda. Um dos contos Gregos que mais amo!!!!




Eros e Psiquê

A história conta que uma vez um rei que teve três filhas. Mas sendo a nova lindíssima. Dizia-se até que Afrodite - a deusa da beleza - não era tão bonita quanto Psiquê , a filha casula. Os templos de Afrodite andavam vazios porque as pessoas, principalmente os homens, passaram a cultuar aquela princesa de tal beleza encantadora .

Afrodite ficou com ciúme e pediu para seu filho, Eros, preparar uma vingança. Ela queria que Psiquê se apaixonasse por um monstro horrível. Só que Eros também acabou sendo atingido pelos encantos da princesa. Ele ficou tão maravilhado ao ver Psiquê que não conseguiu cumprir a ordem da mãe.

O estranho é que todos aqueles homens que ficavam enfeitiçados com sua beleza não se aproximavam e nem tentavam namorá-la. As duas irmãs, que perto da caçula não tinham a menor graça, logo arranjaram pretendentes e cada uma se casou com um rei. A família ficou preocupada com a solidão de Psiquê. Então, um dia, o pai resolveu perguntar ao oráculo de Apolo o que deveria fazer para a menina arranjar um marido. O que ele não sabia é que Eros já havia pedido a Apolo para ajudá-lo a cumprir aos planos de sua mãe. A resposta que o rei levou para casa o deixou muito mais preocupado do que já estava: o deus falou que Psiquê deveria ser vestida de luto e abandonada no alto de uma montanha, onde um monstro iria buscá-la para fazer dela sua esposa.

Embora muito triste, a família cumpriu essas determinações e Psiquê foi deixada na montanha. Sozinha e desesperada, ela começou a chorar. Mas, de repente, surgiu uma brisa suave que a levou flutuando até um vale cheio de flores, onde havia um palácio maravilhoso, com pilares de ouro, paredes de prata e chão de pedras preciosas.

Ao passar pela porta ouviu vozes que diziam assim: "Entre, tome um banho e descanse. Daqui a pouco será servido o jantar. Essa casa é sua e nós seremos seus servos. Faremos tudo o que a senhora desejar". Ela ficou surpresa. Esperava algo terrível, um destino pior que a morte e agora era dona de um palácio encantado. Só uma coisa a incomodava: ela estava completamente sozinha. Aquelas vozes eram só vozes, vinham do ar.

A solidão terminou à noite, na escuridão, quando o marido chegou. E a presença dele era tão magnífica que Psiquê, embora não o visse, tinha certeza de que não se tratava de nenhum monstro horroroso.

A partir de então sua vida ficou assim: luxo, solidão e vozes que faziam suas vontades durante o dia e, à noite, fazia amor com seu misterioso marido. Acontece que a proibição de ver o rosto do marido a intrigava. E a inquietação aumentou mais ainda quando o intrigante companheiro avisou que ela não deveria encontrar sua família nunca mais. Caso contrário, coisas terríveis iam começar a acontecer.

Ela não se conformou com isso e, na noite seguinte, implorou a permissão para ver pelo menos as irmãs. Contrariado, mas com pena da esposa, ele acabou concordando. Assim, durante o dia, quando ele estava longe, as irmãs foram trazidas da montanha pela brisa e comeram um banquete no palácio.

Só que o marido estava certo, a alegria que as duas sentiram pelo reencontro logo se transformou em inveja e elas voltaram para casa pensando em um jeito de acabar com a sorte da irmã. Nessa mesma noite, no palácio, aconteceu uma discussão. O marido pediu para Psiquê não receber mais a visita das irmãs e ela, que não tinha percebido seus olhares maldosos, se rebelou, já estava proibida de ver o rosto dele e agora ele queria impedi-la de ver até mesmo as irmãs? Novamente, ele acabou cedendo e no dia seguinte as pérfidas foram convidadas para ir ao palácio de novo. Mas dessa vez elas apareceram com um plano já arquitetado.

Elas aconselharam Psiquê a assassinar o marido. À noite ela teria que esconder uma faca e uma lamparina de óleo ao lado da cama para matá-lo durante o sono.

Psiquê caiu na armadilha. Mas, quando acendeu a lamparina, viu que estava ao lado do próprio Eros, o deus do amor, a figura masculina mais bonita que havia existido. Ela estremeceu, a faca escorregou da sua mão, a lamparina entornou e uma gota de óleo fervente caiu no ombro dele, que despertou, sentiu-se traído, virou as costas, e foi embora. Disse: "Não há amor onde não há confiança".

Psiquê ficou desesperada e resolveu empregar todas as suas forças para recuperar o amor de Eros, que, a essa altura, estava na casa da mãe se recuperando do ferimento no ombro. Ela passava o tempo todo pedindo aos deuses para acalmar a fúria de Afrodite, sem obter resultado. Resolveu então ir se oferecer à sogra como serva, dizendo que faria qualquer coisa por Eros.

Ao ouvir isso, Afrodite gargalhou e respondeu que, para recuperar o amor dele, ela teria que passar por uma prova. Em seguida, pegou uma grande quantidade de trigo, milho, papoula e muitos outros grãos e misturou. Até o fim do dia, Psiquê teria que separar tudo aquilo.

Era impossível e ela já estava convencida de seu fracasso quando centenas de formigas resolveram ajudá-la e fizeram todo o trabalho.

Surpresa e nervosa por ver aquela tarefa cumprida, a deusa fez um pedido ainda mais difícil: queria que Psiquê trouxesse um pouco de lã de ouro de umas ovelhas ferozes. Percebendo que ia ser trucidada, ela já estava pensando em se afogar no rio quando foi aconselhada por um caniço (uma planta) a esperar o sol se pôr e as ovelhas partirem para recolher a lã que ficasse presa nos arbustos. Deu certo, mas no dia seguinte uma nova missão a esperava.

Agora Psiquê teria que recolher em um jarro de cristal um pouco da água negra que saía de uma nascente que ficava no alto de uns penhascos. Com o jarro na mão, ela foi caminhando em direção aos rochedos, mas logo se deu conta de que escalar aquilo seria o seu fim. Mais uma vez, conseguiu uma ajuda inesperada: uma águia apareceu, tirou o jarro de suas mãos e logo voltou com ele bem cheio de água negra.

Acontece que a pior tarefa ainda estava por vir. Afrodite dessa vez pediu a Psiquê que fosse até o inferno e trouxesse para ela uma caixinha com a beleza imortal. Desta vez, uma torre lhe deu orientações de como deveria agir, e, assim, ela conseguiu trazer a encomenda.

Tudo já estava próximo do fim quando veio a tentação de pegar um pouco da beleza imortal para tornar-se mais encantadora para Eros. Ela abriu a caixa e dali saiu um sono profundo, que em poucos segundos a fez tombar adormecida.

A história acabaria assim se o amor não fosse correspondido. Por sorte Eros também estava apaixonado e desesperado. Ele tinha ido pedir a Zeus, o deus dos deuses, que fizesse sua mãe parar com aquilo para que eles pudessem ficar juntos.

Zeus então reuniu a assembléia dos deuses (que incluía Afrodite) e anunciou que Eros e Psiquê iriam se casar no Olimpo e ela se tornaria uma deusa. Afrodite aceitou porque, percebendo que a nora iria viver no céu, ocupada com o marido e os filhos, os homens voltariam a cultuá-la.

Eros e Psiquê tiveram uma filha chamada Volúpia e, é claro, viveram felizes para sempre.

Os deuses da mitologia grega costumam ter dois nomes, um grego e outro romano. Assim, Eros é o nome grego do Cupido e sua tradução para o português é Amor. Palavras com erótico e erotismo vem daí. Afrodite e Vênus também são a mesma deusa. Psiquê só tem esse nome que, em grego, significa alma. Psíquico, psiquiatria e psicologia nasceram dessa raiz. O mito de Eros e Psiquê é a história da ligação entre o amor e a alma.