quarta-feira, 7 de novembro de 2012

O retorno de peter pan(parte 2)


O retorno de Peter pan(parte 2)


                                                               PARTE DOIS

  Na manha seguinte as meninas tinham de voltar a biblioteca para terminar o trabalho, e enquanto mais Anita participava, mais ela sentia que estava longe de tudo aquilo. Se sentia com uma alma velha e solitária diante de tantas mentes jovens e aventureiras. Tudo para as suas amigas era festa, enquanto ela vivia em seu mundo sem graça e complexo.
  Amy avia acabado de contar uma piada e as três estavam rindo disso, mas Anita frustrada e fora de lugar disfarçou e se distanciou dali, andando pelas filas de livros em diversas prateleiras, e para se distrair lia os nomes das capas dos livros, ate que ela se deparou com um que chamou sua atenção, o titulo era Cinderela. O conto em que sua mãe lia para ela quando criança para de dormi. Riu com a velha lembrança e pegou o pequeno livro com capa de coro, velho porem muito bonito o exemplar. Sem percebe avia aberto na primeira pagina e começou a ler, sentando no chão de mármore e se perdendo nas palavras . E sem percebe se perdera no feitiço da historia. Foi só quando Ellie a chamou dizendo que iam embora que Anita percebeu o quanto de tempo avia passado ali. Pegou o livro e levou ate a balcão para fazer a fixa e levar o livro, ela não sabia onde estava o seu que sua mãe lia para ela, mas ela queria lembrar de sua infância, e aquele livro a dava um pedaço dela.
  Caminhando para casa entre as ruas de Londres, Anita admirava a paisagem, o céu estava escuro, com nuvens cinzas a fazendo ver um mundo sombrio como ela mesma se sentia por dentro. Espirou o vento frio com um toque de madeira molhada, e só por um momento Anita se pegou imaginando como devia ser a alguns séculos atrás ali.
 
  Era noite e todos em sua casa aviam acabado de se recolher, menos Anita, sua insônia era inquietante. Sem muito o que saber fazer pegou seu livro e foi ate o seu divã que ficava embaixo da janela do quarto e se  sentou ali, abrindo o livro da Cinderela e lendo de onde parou com a luz da lua. Ela comia as paginas com todo vigor e realmente foi absorta pela história, mas quando ela estava quase na metade um papel caio em cima dela, estava em uma das paginas de um livro. Era uma carta, Anita meio sem entender virou o envelope dos dois lados vendo se era endereçado a alguém, mas nada, nenhum nome. Curiosa deixou o livro de lado e a abriu, a primeira linha da carta era...

            “Querida Wendy....”

  Que estranho.- Anita pensou. –Quem poderia ter deixado uma carta num livro infantil e numa biblioteca publica?- Mas sem muito o que especular voltou a ler a carta...

Não sei como lhe dizer isso, mas sinto a incomodar. Sei que tem sua família agora e... Bem, seus filhos. Mas não me interprete mal, já deve saber que é difícil para mim te ver tão...Moça e Crescida, mas mesmo assim você ainda esta nas minhas lembranças, e ainda é a única que é dona de meu coração. Perdoe-me se digo tão coisa, seu esposo não deve gostar de outro homem... Quer dizer, garoto a importunar. Quero que saiba que ainda recordo das nossas aventuras encantadas, das brincadeiras, das lutas, dos vilões e do primeiro beijo.... Há! Eu nunca vou me esquecer desse ultimo, se eu tocar em meus lábios ainda sinto o nosso beijo escondido... Essa é uma boa lembrança, e quando penso em você tão feliz e madura sinto raiva. Me desculpe, mas não posso evitar. Mas essa carta não é para dizer das minhas frustrações e sim para lhe pedir um favor. Venha ate a terra do nunca, preciso de sua ajuda, eu não sei como isso aconteceu mas fui capitulado e só você conhece os segredos dessa terra alem de mim. Quando abri essa carta a sininho ira ate você, pois nela tem o cheiro da minha essência, deixe-a te trazer a mim. Só você pode me ajudar... Assinado: Peter Pan ”

   Anita acho engraçado tal autenticidade e realmente parecia algo escrito pelo menino que não queria crescer. Mas já com sono se deitou na cama e acabou adormecendo...

terça-feira, 6 de novembro de 2012

O Retorno de Peter Pan

*(Parte 1) Essa é uma história criada por mim sobre o menino que não queria crescer. Uma continuação do verdadeiro clássico infantil. Mas como amo essa historia de paixão irei criar alguns capítulos e essa é a parte 1, uma nova história sobre Peter...

                                                                        PARTE UM
  Era uma dia lindo na Terra do Nunca e o menino que decidiu não crescer estava a se divertir com suas incontáveis aventuras. Sininho, sua companheira e fada que sempre o acompanhava estava com eles e os meninos perdidos a brincar na floresta encantada. Corriam, pulavam e brincavam sem mãe, pai, ou qualquer responsável para fazerem parar de se divertirem por alguma obrigação. 

  -Mamãe, pare de encher a cabeça das crianças com essas histórias antigas. Uma completa e total mentira- disse Anita, a filha mais velha dos Bennett. Interrompendo sua mãe, que lia um livro para os gêmeos Oliver e Lucius dormi. 

  -Anita, seus irmãos amam a história de Peter Pan, alem de ser um clássico inglês.  
  A senhora Emma Bennett era a mãe mais simples, bondosa e meiga que já existiu. Mesmo com a toda desrespeito de sua filha mais velha ela não deixava se abalar. 

  Eles eram uma família tipica da Inglaterra, vivendo em uma casa de dois andares bem antigas, em uma das ruas de Londres. Mas a casa era muito bem conservada herdada de pai para filho, do avô de seu marido, James Bennett. 
  Os dois, a Sra. Emma e Sr. James eram um casal apaixonado e feliz com seus três filhos. Mas o Sr. James já estava ficando cansado das malcriações de Anita, e de toda sua revolta. Se levantou de onde estava, sentado do lado de sua mulher e disse: 

  -Sim, Anita. Pare de implicar com tudo. Não estrague a imaginação das crianças só porque você esta infeliz. Cresça menina, pare de olhar para vida como se ela fosse preta e branca.

  Anita com raiva saio do quarto de seus irmãos e se trancou no seu como sempre. Se jogou em cima da cama e abraçou seu ursinho de pelúcia desde que tinha três anos.

  -Sera que eu sou tão má assim? Sera que gosto de ver as pessoas infelizes? Eu sou uma pessoa infeliz?- se perguntava ela, sussurrando para ela mesmo. Chorando deitada em sua cama. 
  Olhou para a janela e viu a neve caindo. Tudo ali era triste, nada para ela tinha cor como quando ela era criança. Crescer talvez não seja tão bom assim.- pensava Anita. Se levantou
e foi ate a janela ver a rua vazia e branca da neve. E olhando para o céu imaginou só por um momento:
  -E se fosse verdade? E se Peter Pan realmente existisse?- ela se perguntou. E então respondeu de volta. -Então já era tarde demais para mim, eu cresci e não sou mais criança.
  Riu com tal ironia, para ela tudo estava perdido. E além do mais, tal coisa não existe.

  Se deitou e acabou adormecendo.   

  -Anita?Anita?! Acorde...- dizia bem longe na mente de Anita, e um terremoto a balançava. Mas foi só quando ela abriu os olhos que viu que era seu irmão mais novo a balançando e pedindo-a para que acordasse.

  -O que foi Oliver?- perguntou ainda com voz de sono.

  -Mamãe falou para te acordar, já é hora de você ir para faculdade, esta atrasada.

  Anita levantou de um pulo, desesperada. Hoje ela tinha de fazer um trabalho para entregar semana que vem, e ela tinha combinado com suas amigas de se encontrarem na porta da escola para irem na biblioteca pesquisar. 
  Com presa ela fora em seu guarda-roupa e escolhera o que primeiro viu a sua frente, se agasalhando bastante por causa do tempo. 
  Conseguira, estava na hora marcada na frente da escola e Amy, Ellie e Kattie já estavam lá a te esperar. Ellie, sua melhor das melhores amigas estava pulando igual a uma palhacinha quando a viu. Riu com a felicidade da amiga, Ellie sempre fazia Anita se sentir bem, mesmo se seus dias não estivessem bons.
  
  -Oi meninas?
  -Olá!- as três disseram juntas.
  -Vamos sair daqui, esta muito frio aqui fora. Vamos entrar logo.- disse Amy passando as mãos no braço de frio.
  -Sim, vamos.

  A biblioteca da escola era gigantesca e linda com todos a decoração antiga e clássica- pensava Anita olhando para os teto, as paredes e prateleiras.
  -Eu a amo.- disse Anita sem perceber que falara alto.
  -O que?- perguntou Ellei que estava ao seu lado, não intendendo nada.
  -A biblioteca, ela é linda. Não acha? Eu me sinto tão confortável  e bem aqui.
  -Sim. Vamos logo.

  Sentaram num lugar bem reservado, numa das milhares de mesas de lá. Pegaram alguns livros e ficaram a procurar sobre o tema delas, enquanto Ellie contava sobre seu novo namorado. E Anita começou a devanear, pensando que Ellie estava muito feliz e por mais feio que isso pareça a felicidade dela a entristecia, pois se sentia excluída do mundo, como se tudo  conspirasse para a fazer infeliz. Não sabia porque, mas esses dias se sentia tão só e tão anormal como nunca.