O casamento de minha irmã avia se tornado um verdadeiro inferno, pessoas mortas caídas em todo canto, algumas conseguiram fugir, mas eles tinham atingido o que eles queriam. Estávamos todos comemorando no jardim da casa de meus pais Lucia e Marco Geovanno. O chefe da máfia Italiana de Nova York, nossa mansão era em Nova Jersey, uma casa gigantesca e antiga, que preservava o estilo Italiano de nossa família. Eu amava o grande jardim dela e suas enormes estátuas e chafarizes, mas agora era apenas gritos e sangue. Os caras capuzados colocaram todos nós ajoelhados e amarados no jardim. Minha irmã Andrea chorava em seu vestido que antes era branco agora vermelho, ela segurava o corpo morto de seu marido Danilo Rossi. Ela não deve ter sido uma mulher casada nem mesmo duas horas, agora ela já era uma viúva, e apenas tinha 20 anos. Nós éramos 3 irmãos Angelo o mais velho de 27 anos, Andrea de 20 anos e eu Cássio Geovanno de 16 anos, o caçula. Estávamos todos no gramado, esperando aqueles infelizes resolver nos matar. Estava eu, meus dois irmãos, a noiva de Angelo, meus pais, meus dois tios irmãos do meu pai, minhas sete tias, duas irmãs da minha mãe e as outras cinco irmãos do meu pai. Avia também os maridos delas e as esposas dos meus tios também e seus filhos, meus nove primos. Parece que eles queriam a familia Geovanno, toda nossa descendência estava aqui, eles iam nós exterminar. Seja o que fizemos para eles, deve ter cido algo bem grave, eu só espero que não deixe ninguém, porque se não eles iam provar do inferno na terra.
-Cássio? -sussurrou Angelo no meu lado. Virei para ele, como sempre sua voz era controlada e fria. Um idiota ate em frente a morte.
-Sim.
-Se vingue de todos eles, cada um. Quero que use facas, os deixe sofrer. Busque aqueles que eles amam e os torture lentamente. -disse meu irmão com odio em seu olhar. Ele parecia o própria demônio.
-E o que faz pensar que vou sobreviver irmão?
-Você sempre foi o mais sortudo. Toda maldita vez.
O babaca que falava no telefone distante, que parecia o chefe dos mascarados pareceu vir em nossa direção novamente, era chegada a hora.
Olhei para cada um, tentando gravar seus rostos em meu coração. Olhei mamãe, sempre fora tão graciosa e amorosa, tão impecável. Hoje sua maquiagem derretia em seu rosto. Papai estava no chão, caído e amarrado, mas ainda respirava. Seus olhos vieram para mim e era como o olhar de meu irmão. Olhei para minha irmã e ela parecia querer o mesmo destino de seu noivo.
Minha tia, a irmã mais nova de papai olhou para mim e sussurrou que me amava, sempre amei titia Anna, ela ainda era bem novo e tia tanto a viver pela frente. Ela sempre falava que se tivesse um filho, seria como eu, um fantasminha. Ela me chamava assim pelo meu cabelo branco, papai e mamãe eram bem loiros, minha irmã e irmão nasceram com o mesmo tom de loiro de mamãe, um loiro morango, eu por outro lado nasci com meus fios tão claros que eram quase brancos. E também diferente de Angelo e Andrea, meu olhos eram cinza, como do meu avô, enquanto os deles eram azuis igual o de papai. Eu era o garoto de ouro, o fantasma, o casula, aquele que era protegido e o café com leite.
-Te amo muito. -sussurrei de volta, sorrindo com o resto de mim que existia.
O mascarado chefe se aproximou o bastante para ouvir sua voz dizendo.
-Todos, não queremos testemunhas.
Gritos subiram ao meu ouvido, meu coração disparou, o nosso fim. Meu pai foi o primeiro, levando um tiro na cabeça, logo depois de meu irmão e depois tudo ficou preto. Acabou!
Capital um
Teresa
-Meu amor, ele se foi! Ele se foi! -abracei meu marido Ugo Ferrari. O Capo de Nova York. Acabamos de perder nosso filho, na verdade era o segundo, era meu segundo aborto. Estávamos casados a dez anos e ainda sim não conseguimos o que eu e ele mais queríamos, filhos. Eu era a mulher escolhida para gerar o filho do primogênito dos Ferrari, mas nem isso conseguia. Antes eu sonhava com uma familia com a cerca branca e uma cazinha confortável, mas depois de perdermos o primeiro filho, nossas tentativas e eu não engravidar. Eu era o sol de Ugo, ele insistiu e lutou para eu ser a mulher dele, apesar de não ser de uma familia Italiana originalmente nascida da máfia. Mas a contragosto meu sogro Fausto Ferrari aceitou, mas depois de nem mesmo segurar um filho na barriga, Ugo começou a não me olhar mais como seu sol, descobrir as ligações de mulheres, as fotos em seu telefone e os vídeos dele com outras mulheres, entendi que perdi tudo o que tínhamos. Ele não me procurava como antes e eu só pensava que eu precisava dar a eles essa criança, que antes era meu sonho, agora era um fardo. Tinha momentos que só queria ir, largar tudo e desaparecer.
-Tudo bem Teresa, ainda podemos tentar mais vezes. Vamos conseguir amor.
O abracei pedindo disculpa com o gesto, mas ele já estava tão longe. Só pensava em trabalho e em suas mulheres.
A porta se abriu e meu sogro e sogra entraram no quarto de hospital, com meus pais atrás. Mamãe e papai logo vieram me abraçar, com afeto e pena.
-Tudo vai dar certo querida. Te amamos, e não ter nenhum problema, você ainda tem toda a vida pela frente.
Sorri para eles, quando olhei para meus sogros, eles me olhavam com desprezo. Meu estômago revirou. Ugo tirou os dois do quarto, dando a mim e meus pais privacidade.
-Não ligue para eles, são um bando de idiotas. Você não é a culpada, é esse homem fraco que escolheu para ser seu marido! -papai disse.
-Querido! - mamãe repreendeu papai, e eu apenas os abracei mais forte.
-Amo vocês.